Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Para a-camponesa do teatro dos sonhos


Sei de uma camponesa
Sem campo sem quintal
Que canta debruçada
Ao sol da seara
O trigo na cara
De suor tão debulhada

Sei de uma camponesa
Que dança à noite na eira
Perfumada de avenca e feno
Enfeitada de tomilho
E canta com a expressão
De quem vai ter um filho
Mesmo pelo coração


Sei de uma camponesa
Que nunca enche esta cidade
Nunca se senta à minha mesa
Nunca me leva à sua herdade
Para ouvir um trocadilho
Para tornar realidade
Um sonho que perfilho

Felicidades a-camponesa muitos parabéns um abraço do chato do Zener®

1 comentários:

Anónimo disse...

Obrigada por te teres lembrado
:)
Um beijo
Maria